Como conduzir e trazê-los a uma reflexão de um assunto tão sensível quando se envolve a espiritualidade nos negócios?  Minha intenção não é apenas falar sobre a espiritualidade no conceito religioso, muitas vezes relacionado às crenças que as pessoas levam para a empresa no intuito principal de amparo e proteção energética, ou até mesmo como um parâmetro na condução moral do negócio. Não desvalido essas atitudes, pelo contrário, considero-as muito louváveis e tenho a certeza de que funcionam, pois de certa forma levam ao ambiente e ao negócio um padrão energético, uma frequência positiva, principalmente quando as pessoas envolvidas são capazes de sintonizar verdadeiramente com as energias provenientes das egrégoras a que se dizem filiadas. Vivemos em um país Cristão, com algumas religiões que se sobressaem, como a católica, as evangélicas e as de cunho essencialmente espiritualista, como o espiritismo e a umbanda, entre outras. É muito comum vermos símbolos, estatuas, escritos bíblicos e outros artefatos que se remetem a fé em alguns locais de nossas empresas. Digo que a fé nos impulsiona também nos negócios.

Tenho a intenção de aprofundar um pouco mais em minhas considerações levando em conta novas abordagens sobre estas questões consideradas espirituais e energéticas nas empresas, sem ferir a fé religiosa de cada um.

A pouco tempo atrás estava preparando, junto com um parceiro de negócios, um esboço de apresentação de um projeto de consultoria sistêmica para ser ofertado a empresas de pequeno a médio porte. Quando me referi, em determinada parte do projeto, às energias quânticas, para minha grande surpresa, esse meu colega me disse: “Você tem que tirar isso, não acreditamos nisso”. Tentei explicar sobre do que se tratava, inclusive cientificamente, e notei que aos poucos ele foi se afastando, afastando e o projeto não saiu do papel. Crenças religiosas interferindo em projeto sério, baseado em verdades incontestes para mim. De vez enquanto esbarro nestas questões que podem trazer um pouco de desconforto e incompreensão dos mecanismos envolvidos em uma consultoria sistêmica.

A Ciência desde Max Planck em 1900, provou que a matéria não é sólida, mas sim energia concentrada. Se uma empresa é feita por pessoas, produtos, clientes etc., ela é por definição um sistema de trocas energéticas. Negar a energia quântica nos negócios é como negar a gravidade: você pode não acreditar nela, mas continuará sujeito às suas leis.

Gosto muito de citar os estudos realizados pelo japonês Marasu Emoto que propôs que a água seria capaz de responder a estímulos vibracionais, como música, palavras e intenções humanas. Ao descongelar amostras de água expostas a diferentes estímulos, ele observou a formação de cristais distintos, alguns harmônicos e simétricos outros caóticos e desorganizados. Esta experiência nos traz uma reflexão poderosa: a de que ambientes, frequências e intenções influenciam a organização dos sistemas. Ou seja, cultura organizacional, linguagem, estilo de liderança e clima emocional podem ser compreendidos como expressões vibracionais que estruturam ou desorganizam o campo sistêmico de uma organização.

O episódio do meu colega me fez perceber sobre o quanto podemos ficar limitados a abertura para novas abordagens, mesmo em projetos estruturados.  Estamos presos a uma visão mecânica do mundo. Enquanto aceitamos o amparo da fé, temos dificuldade em aceitar a lógica da física que explica como essa mesma fé opera.

Quando falo em energia quântica no ambiente corporativo, só para ter um exemplo, refiro-me à frequência da intenção que permeia as decisões, nas frequências dos pensamentos e emoções emanados no ambiente e como isto pode afetar a harmonia e o sucesso positivamente ou negativamente. Se um líder opera com medo, ele pode gerar uma onda de retração. Se, ao contrário, opera com confiança, poderá criar uma realidade de expansão. É ciência, é consciência.

Sendo assim, mesmo com muita desconfiança, novos paradigmas vêm sendo incorporadas ao ambiente corporativo. Pode-se dizer que uma nova classe de profissionais vem surgindo, os terapeutas de empresas. Consultorias que atuam justamente nessas questões energéticas e frequenciais de um negócio. Não é magia, como muitos podem assim nomear, mas são ajustes do dial, buscando a sintonia correta do wi-fi, a frequência que se alinha com a alma do negócio. Se tudo vibra, se tudo é energia e estas possuem uma frequência harmônica ou não. como ajustar estas frequências em um ambiente corporativo para que os negócios possam fluir corretamente?

Entre esses profissionais, destacam-se os consteladores sistêmicos, inspirados nos trabalhos de Bert Hellinger, que observam as dinâmicas ocultas que influenciam relações e resultados; radiestesistas, que buscam identificar padrões energéticos e campos de influência; e os apômetras, que trabalham em uma abordagem mais ampliada da consciência e das dimensões do ser.

Ainda que essas práticas não façam parte do escopo científico tradicional, elas vêm sendo incorporadas, de forma complementar, por líderes e organizações que reconhecem a limitação de modelos exclusivamente racionais para lidar com a complexidade humana.

Nesse sentido, não se trata de substituir métodos clássicos de gestão, mas de expandir o olhar, integrando dimensões objetivas e subjetivas na busca da maior coerência, saúde organizacional e sustentabilidade dos resultados.

Talvez o verdadeiro avanço das organizações não esteja apenas em aprimorar processos e indicadores, mas em desenvolver sensibilidade para aquilo que não se mede, mas que, silenciosamente organiza tudo.

Respostas de 2

  1. A crença é a vibração individual. O grande desafio é curar sem tocar nelas. Muitas delas podem ser o que ainda sustenta todo o “edificio”. Nomes diferentes para mesma raiz. Ai o que escolho? Contornar para curar ou impor para curar?

  2. Fernando, acho que nenhum, nem outro. A questão é somente elevar o nível de consciência sobre as realidades que nos cercam e levar está consciência não só para a vida individual, mas também para as empresas. Como se comportam as energias dos pensamentos e sentimentos em nosso dia a dia, e como elas influenciam os resultados no ambiente empresarial, sem ferir a fé e a crença religiosa de cada um.

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