
As forças do vínculo na alma atuam procurando assegurar a plena integração familiar e a comunhão dos vivos com os antepassados buscando compensar os seus desequilíbrios.
É comum que membros posteriores da família, ou seja, os descendentes, sejam tomados a serviço ou se põem a serviço de forma inconsciente, por amor a esse sistema familiar, para complementar e terminar o que o sistema ficou sem solução.
Buscar uma compreensão do processo é o que as Constelações Familiares são capazes. Uma experiência de descoberta que é libertadora para aqueles que se submetem ao processo e, por ressonância, à sua família. Permite ver, olhar os acontecimentos sobre um prisma de inclusão, de entendimento. Sem julgamentos, preconceitos e medos, e dizer afinal: “agora tudo ficou claro para mim”.
Para tanto, é importante entender os princípios ou forças da alma familiar e todos que a ela pertencem, seja de forma direta ou indireta, se assim posso expressar para melhor entendimento do contexto. Entre esses casos pode-se considerar várias situações que podem ser vistas, observadas em seu efeito sistêmico em uma constelação familiar, por exemplo: um noivo ou noiva de um noivado desfeito após muitos planos e sonhos; um avô ou neto não reconhecido, cujo neto é filho de uma mãe solteira; os abortados; aqueles que foram importantes no passado que contribuíram positivamente ou mesmo negativamente para a família; um meio irmão não reconhecido ou escondido; um perpetrador e também sua vitima. Poderia citar aqui várias situações e fatos que ocorrem cotidianamente nas famílias.
Casos, às vezes, de difícil inclusão e aceitação, mas que são necessários os devidos reconhecimentos de vínculos. Talvez seja o passo necessário para o restabelecimento de uma cura da alma e uma melhora de todo o sistema por ressonância. “Você pertence, você faz parte”
Márcio Marques